Ambiente e educação à saúde
Qui, 28 de Janeiro de 2010 12:20
Muitos dos progressos realizados nas últimas décadas no campo da saúde, especialmente nos países mais desenvolvidos, se devem ao saneamento do ambiente e à transmissão de hábitos mais corretos do que no passado. Tanto o primeiro quanto o segundo aspecto exigem, paralelamente a intervenções diretas das instituições, o empenho de agências educativas e à opção dos cidadãos individualmente. Todavia, a educação a hábitos sadios pode contrastar com os interesses de fortes poderes econômicos, como por exemplo, os da indústria alimentícia e do tabaco. Está amplamente demonstrado (muitas vezes com a realização de ações legais de indenização) que estes sujeitos econômicos direcionam, a faixas vulneráveis da população, informações enganosas, voltadas a promover consumos cuja difusão é lucrativa para as empresas produtoras, mas prejudicial para a saúde pública.
Um ambiente sadio e uma educação sanitária apropriada, que contrastem com as mensagens danosas provenientes dos meios de comunicação, são função das instituições nacionais, mas também das locais. Além disso, é oportuno que os grupos de opinião e as associações dos cidadãos cooperem para esta finalidade.
1. Na sua cidade existe um nível adequado de atenção à saúde pública perceptível em âmbitos extra-sanitários (transportes públicos, escola, construção civil, tratamento do lixo, espaços verdes, ciclovias, instalações esportivas, etc.)?
2. Na sua cidade existe um empenho educativo pelos estilos de vida sadios (alimentação, abstenção do fumo e de medicamentos “recreativos”, abstenção do consumo excessivo de álcool, atividade física, divertimento e lazer, etc.)?
3. Através de quais modalidades se procura favorecê-los (na família, na escola e nos outros ambientes frequentados pelos jovens, através dos meios de comunicação de massa e informáticos)?
4. Na sua cidade existem associações de ajuda recíproca para pessoas dedicadas a hábitos nocivos para a saúde?
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Saúde e sociedade. Tomemos as medidas da saúde da nossa cidade
Qua, 20 de Janeiro de 2010 11:55
No dia 28 de agosto de 2008 a “Comissão sobre os Determinantes Sociais da Saúde” apresentou ao Diretor Geral da OMS os resultados de 3 anos de trabalhos contidos no volume “Reduzir a disparidade em uma geração: equidade na saúde através de ações sobre os Determinantes Sociais da Saúde”.
A ligação direta entre renda e saúde, chamada de gradiente social, já tinha sido evidenciada no passado, sobretudo pondo em evidência as injustiças e as desigualdades em termos de causas evitáveis de doença, entre países em via de desenvolvimento e países mais ricos. No entanto, aquilo que a Comissão faz vir à tona de modo alarmante, é que existem “gradientes de saúde” até mesmo dentro da mesma nação. A Comissão põe em relevo uma série de recomendações e apresenta exemplos concretos de ações a serem empreendidas para poder atingir o objetivo de “reduzir a disparidade em uma geração”.
Este relatório, embora na sua cientificidade e validade, não podia recolher todas as experiências que seguramente, em vários níveis e em diversas dimensões, existem neste sentido em muitas de nossas cidades. Provemos colocá-las em luz partindo de algumas perguntas:
1. Na sua cidade existem instituições ou experiências de voluntariado que visam melhorar a saúde de idosos, portadores de deficiências, crianças, imigrantes?
2. Na sua cidade é garantido a todos igual acesso a bens fundamentais como água, alimentação, casa, eletricidade, emprego, etc.?
3. Na sua cidade há instituições ou experiências de voluntariado que visam diminuir as desigualdades existentes no âmbito sanitário entre classes sociais, entre gerações, entre os sexos?
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